Já conhece a menina que venceu o Got Talent a tocar música pesada?

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Ao pensarmos nos géneros de música mais pesada, como o rock e o metal, não associamos crianças a este cenário. A imagem que nos vem automaticamente à cabeça é a de artistas como Robert Plant, Mick Jagger ou Zack de la Rocha. No entanto, o programa televisivo de talent show Got Talent da Dinamarca contou, na sua última edição, com uma participante improvável que ascendeu à vitória.

Quando a terceira temporada da edição dinamarquesa do Got Talent teve início, Johanne Astrid Poulsen – uma rapariga de dez anos de idade – subiu ao palco do e, perante os quatro jurados, agarrou nas baquetes e sentou-se à frente da bateria. Como se não fosse por si só surpreendente o facto de uma criança tocar bateria, o que a pequena Johanne fez a seguir foi mais surpreendente ainda.

A audição de Johanne aconteceu sob a forma de um medley, lançando os juradores dinamarqueses do Got Talent num frenesim após se lançar na atuação de “Killing in the Name” dos Rage Against The Machine. Veja a audição abaixo.

Mas esta não foi a única vez que a jovem Johanne teve oportunidade para demonstrar o que valia. Ao longo das eliminatórias que se seguiram, Johanne foi mostrando os seus dotes ao som de temas de Led Zeppelin ou Rage Against the Machine, tendo conquistado o júri – e o público – após uma interpretação de “Whole Lotta Love”, clássico da banda britânica.

Na final, a jovem interpretou “Bad Craziness”, tema da banda dinamarquesa D-A-D, tendo levado para casa cerca de 35 mil euros com a sua vitória. “Fiquei chocada, pensei que se tivessem enganado”, disse Johanne em entrevista à TV2 da Dinamarca.

No futuro a jovem dinamarquesa tenciona “tocar em muitos sítios ou numa banda a sério.” Numa entrevista à imprensa, a jovem Johanne disse “não pensei muito nisso, mas quero ser baterista quando crescer”, disse.

Entretanto, o sucesso de Johanne Astrid Poulsen tem-se propagado pelo mundo. Para além dos vídeos das suas atuações se terem tornado virais na Internet, inúmeros músicos têm aplaudido o excelente trabalho que uma jovem rapariga foi capaz de fazer em frente à bateria.

“É libertador ver uma rapariga com tanto talento num mundo dominado especialmente por homens”, disse o baterista dinamarquês Mark Falgren à TV2 da Dinamarca. “Ouvi-a a tocar algumas vezes, e impressionou-me, ela tem uma técnica bem desenvolvida que você raramente vê em pessoas de sua idade.”

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